Pular para o conteúdo principal

Música, teatro, cinema....como mostrar minha intensidade border de sentir 100x mais que algum humano normal?

Por favor, nao me leve a mal. SIM me sinto vindo de outro planeta, apertei o botão errado da cabine da nave e puff, me teleportei aqui nesse planeta maluco. Dia 15 de Outubro fará 1 ano que minha avó materna faleceu. E eu ainda tenho problemas em acreditar que ela já não está comigo nesse planeta maluco, mas encontrei um doido que me ama muito e eu quero muito não estragar o que conquistamos a tanto custo, suor e lágrimas, muitas lágrimas. 
Eu quando digo ser alienígena simplesmente é pelo facto de eu não me sentir "normal" apenas, não respondo a situações como todos fazem ou uso os "protocolos" porque simplesmente nãoos sei! Olho para coisas que ninguém reparou, faço conexões mentais... do carvalho, ja penso nas minhas runas, depois isso me lembra runas vieram da mitologia nórdica, então penso sobre os vikings  e sobre celtas, que me leva a pensar sobre a Galiza (pertinho de onde moro e queria tanto visitar), celtas me lembra o livro sobre celtas que tenho e que menciona uma pagina3ape as Viriato, que dá nome ao doce famoso de Viseu, daí me dá vontade de comer doce, vou pra cozinha e bebo água e nenhum dos pensamentos anteriores foi realmente concluído. Tipo....yeah...nonsense. Só que por cima de tudo isso preciso fingir pra sociedade que eu fiquei lá ainda na historia do carvalho, mas quando tentam continuar comigo sobre o carvalha já foi..."pro carvalho" se é que me entende....porque não estava lá mais pelo menos uns segundos e perdi boa parte da conversa (alô povo com TDAH?).

Sabe o filme " Everything. Evererywhere, All at Once" ? Eu sou uma Jobu Tupaki! Só que sem a parte psicótica...ou com isso também? Será? Hora bolas. Mesmo que eu fosse uma Jobu Tupaki eu apesar de saber muito sobre a dor e o vazio que ela sente, não iria nunca ferir alguém, apenas a mim...mas ao ferir-nos estamos ferindo a quem nos amam certo? 

Recentemente eu percebi duas coisas, uma com a ajuda de uma super-heroína amiga chamada Marta que me ensinou que a dor que sinto (que a descrevo como, tipo um prego grosso em brasa enfiado no teu ** porém ter que sorrir mesmo que seu corpo inteiro esteja tremendo de dor e querendo tirar aquela coisa de lá, para fingir a normalidade em meio ao caos que ninguém vê) eu não deveria querer que quem amo soubesse exatamente como me sinto porque se não eles também teriam a mesma dor. A mãe da Jobu Tupaki só entendeu a filha quando ela mesma se tornou uma também e quase perdeu sua essênciano processo. Juro, não desejo ferro em brasa no ** de ninguém!

Portanto, isso me fez mudar, porém faltou uma parte importante...essa de que se eu estiver triste, com dor, mal, raivosa, ranzinza, quem me ama e se imorta comigo sofre junto. Certo?

Daí vem a pergunta, então porque isso não era óbvio para mim ou pra qualquer pessoa neste estado? Olha isso: 



Recomendo ver o vídeo inteiro, na verdade o filme todo obviamente. Mas a chave está aqui :

Eu.  Não.  Sabia.  Amar e ser amada.

 Vou ter 34 anos logo, exactamente 155 dias a partir de hoje. Eu falhei tanto na minha vida. Me fo** porque achei que estava sendo amada...e fo** os outros porque EU achava ser certo ser ""compreendida". Não sei se borderliners geralmente admitem isso, mas eu vejo o padrão narcisista aqui (todos somos, a um certo grau a mais ou a menos diga-se de passagem. Portanto, quero quebrar esse ciclo e vou. Quem me conhece sabe qlque sabe de astrologia: tennho um Stellium de 6 planetas (quase 9), em Capricórnio, regido por Saturno, planeta que representa o Titã Chronos, dono do tempo, pai de Zeus e muito, mas muito....severo. Porém quando eu prometo eu cumpro. Vou começar o tratamento de neurofeedback. Não faço ideia o que me espera, mas quero não falhar na promessa que fiz, quando percebi que eu era a Jobu Tupaki, desisti de querer que alguém mais o seja. Não  é justo.

E no final quero dedicar essa música ao amor da minha João Paulo Almeida e à minha vovó que está no céu e a todos que me dão amor, suporte e felicidade (spioiler: estou a cantar uama música do Josh Groban):










Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

2026 - Fase 1

  Eu tenho muitas questões de auto-confiança o que mina minha capacidade de escrever. Isso porque penso "pra quem?" ou "para quê?". Isso não deveria fazer com que eu deixe de fato de escrever porque sendo a internet como é hoje, independentemente da minha vontade, alguém vai ler o que tenho pra dizer.  Dito isso, aqui vai minha visão de mundo e como me localizo nesse planeta. Venho através desse texto expressar muitas coisas e talvez nem tudo faça sentido. Eu tenho muitos desejos para esse e para os próximos anos. O que mais quero é poder me expressar de forma livre seja por música, texto ou qualquer outro meio. Acredito que como muitos que possam estar lendo esse texto, eu tenho muitos sonhos e muitos anseios. E quero que esse texto sirva não só como um passatempo, mas como inspiração de alguma forma.  Os meus diversos sonhos tem algo em comum: não morrer me vão. Isso engloba muitas coisas como: ser visto e percebido, influenciar positivamente a vida das pessoas e ...

Ferramentas de autoconhecimento

Vamos a mais um tópico que gosto muito: autoconhecimento. Aqui eu vou discorrer entre algumas das ferramentas mais usadas e as que mais gosto: CliftonStrengths - Gallup (pago): Este eu fiz porque li o livro "Descubra seus pontos fortes" do Marcus Buckingham e Donald O. Clifton. O ponto deles é que se você se concentrar em melhorar seus pontos fracos, vai ter uma performance tipo x2, mas se melhorar seus pontos fortes, vai ter uma performance x100..algo assim. Não é exatamente esse ratio , mas é por aí o pensamento. E faz sentido. A questão é melhorar o que já está bom e não melhorar o que está ruim. É quase como colocar primeiro o telhado e pintar a casa do que se preocupar em pintar dentro do cano de esgoto. Meio que não faz sentido você querer se concentrar no que não vai realmente fazer diferença para você. Óbvio que depois que melhorar o que já estava bom, você pode se concentrar em corrigir o que puder que não esteja tão bom assim. Recomendo a leitura do mesmo e faze...

O tempo através da mente: um olhar sobre The Hourglass Sanatorium

 Faz tempo que não escrevo aqui. Acho que vai ser o primeiro post com algo mais voltado pra crônica cinematográfica. O filme The Hourglass Sanatorium, do Wojciech Jerzy Has, de 1973... o que dizer dele? Muita coisa, com certeza. Ele entra no nosso subconsciente de um jeito estranho. Você não assiste exatamente — você sente. O tempo no filme não é linear. Ele gira, retorna, se desfaz. Como uma ampulheta: quando a areia termina, você vira e vê tudo de novo, igual e diferente. O tempo não acaba, ele recomeça. Mas recomeça ferido. Falando em ferida... algumas cenas devem ter revirado o estômago até dos atores. Não é grotesco no sentido tradicional. Mas em algumas cenas, meu senso de moral foi testado. Eu sei que o filme é de outra época, que o contexto é diferente, que é importante ver com esse filtro. Não quero cancelar o filme, nem aceitar tudo sem crítica. Mas preciso admitir algumas coisas:  A fotografia é muito boa. A composição das imagens, as cores — especialmente na versão...